Quando pensamos em empreendedores e porque alguns têm mais propensão a se tornar empreendedores e outros não, surge uma indagação: O empreendedor nasce ou se desenvolve?
Para embasar essa discussão podemos buscar alguns argumentos na teoria. Há estudiosos renomados na área, como o economista austríaco Joseph Schumpeter, que dizia que ser empreendedor é uma condição que já vem com a pessoa, ou seja, o empreendedor nasce assim. Além disso, para Schumpeter, uma pessoa “está” empreendedora quando inova e propõe transformações em produtos, processos, empresas ou sistemas econômicos. Fora disso, ela é ocupa o papel de administrador.
Já outros pesquisadores como David McClelland, precursor dos estudos de empreendedorismo na área da psicologia, com o mapeamento das competências comportamentais do empreendedor, afirma que o empreendedor pode ser desenvolvido.
Nos dias atuais essa discussão, apesar de ser curiosa e suscitar controvérsias, não se mostra produtiva, pois o que se quer são mais pessoas empreendedoras, mais pessoas com atitudes voltadas para a ação e para resultados concretos, tanto dentro das organizações como por conta própria.
É fácil observar que as pessoas focadas em resultados são as mobilizadoras de recursos, por vezes escassos, e também são as que estimulam os outros em prol de objetivos.
E, certamente, o mundo econômico, social e político precisa de pessoas assim para tornar-se melhor, mais justo e sustentável.
Porém, para isso, é necessário, além do espírito empreendedor, uma boa dose de espírito cooperativo e humanitário.