Oct 25, 2009

De acordo com os pressupostos presentes na Teoria das Restrições, restrição é qualquer coisa que limita um sistema em conseguir maior desempenho em relação a sua meta.

Existem diversos tipos de restrições. Estas podem ser físicas, como uma máquina com baixa capacidade produtiva, despreparo ou baixo número de empregados, ou então restrições não físicas, como as restrições de política da empresa, comportamentais, culturais ou de mercado. Entretanto, as restrições físicas podem ser consideradas, na maioria das vezes, como reflexos das restrições comportamentais ou de procedimentos da organização.

Toda organização é formada ou constituída com um propósito principal e que este é, na verdade, determinado por seus proprietários ou por seus acionistas, que investem recursos com um determinado objetivo. Portanto, para as empresas privadas, certamente a meta é "ganhar mais dinheiro tanto agora como no futuro".

A empresa deve encontrar as medidas necessárias para guiar e controlar seus esforços na direção de sua meta. Medidas financeiras são necessárias por dois motivos principais. A primeira é controle, ou seja, saber até que ponto a empresa está conseguindo alcançar o objetivo de gerar dinheiro.

A outra razão, e talvez a mais importante delas, é induzir que as partes façam o que é bom para a organização como um todo. Tradicionalmente, são usadas três medidas para se avaliar a "saúde" das empresas: o lucro líquido (medida absoluta), o retorno sobre o investimento (medida relativa) e o fluxo de caixa (condição necessária muito importante à sobrevivência da companhia). Estas, quando julgadas em conjunto, são suficientes para fornecer as informações financeiras necessárias à administração de uma empresa.

O uso destas medidas, porém, são muito úteis nos relatórios da direção  mas diz muito pouco quando se pretende medir o impacto das ações locais no resultado global do sistema. Assim, a Teoria das Restrições definiu três novos elementos que não apenas auxiliam nas tomadas de decisões da diretoria da empresa, como também nas decisões operacionais locais. São eles:

Ganho: índice pelo qual o sistema gera dinheiro através das vendas.

É importante observar na definição que o ganho só é obtido quando o produto (ou serviço) ofertado é efetivamente vendido. Desta forma evita-se qualquer confusão entre produção e ganho. Se o que foi produzido não for realmente vendido não se obtém ganho.

Inventário  - itens comprados pela organização para revender, avaliados ao preço de compra.

Aqui, inventário deve ser entendido no seu sentido mais amplo, incluindo máquinas, equipamentos, instalações, construções, materiais, etc.. Esta definição é a mesma do convencional significado de ativo.

Despesa Operacional: todo o dinheiro que o sistema gasta transformando Inventário em Ganho , portanto, como todo dinheiro que sai ou é perdido pelo sistema.

Aplicar o gerenciamento das restrições, neste caso, consiste em examinar as cinco etapas de focalização, a seguir:

I - Identificar a restrição do sistema;
II - Explorar a restrição do sistema;
III - Subordinar tudo o mais à decisão do item II;
IV- Elevar a restrição do sistema;
V - Evitar a inércia. Se a restrição for quebrada, retorne a etapa I.
 
A primeira experiência bem sucedida de abordar o que foi depois chamado de "O Processo de Raciocínio da Teoria das Restrições" se deu através da publicação de "A Meta", um livro técnico escrito de maneira romanceada por Goldratt juntamente com Jeff Cox. "A Meta" não somente foi a base na qual foi sedimentada a Teoria das Restrições, como também foi muito útil em aplicações industriais via implementação dos conceitos de programação da produção descritos na obra.

Escrito por Wilson Gunther Kunde às 21:17:02 | Comentários (0)
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